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Carlos Tavares web
É com extremo pesar que o Sindhotéis (Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares) de Foz do Iguaçu e Região comunica o falecimento de Carlos Alberto Tavares, nesta segunda-feira, 7, em Foz do Iguaçu.

"Carlão" estava trabalhando na entidade, sentiu dores no meio à tarde, foi levado ao Hospital da Unimed , chegou a ser atendido pela equipe médica, mas não resistiu ao infarto e faleceu na unidade médica.

Tavares foi presidente da entidade em três mandatos: gestões 1994-1997, 1997-2000 e 2000-2004. Atualmente exercia o cargo de diretor-executivo do Sindhotéis.

Em nome da diretoria do Sindhotéis, deixamos condolências aos seus familiares.  O velório acontece a partir das 23h30 desta segunda-feira na capela São João Batista. O  sepultamento será nesta terça-feira em horário a ser confirmado.

Abaixo, perfil do "Carlão", como era conhecido por todos, publicado no livro "Sindhotéis - Memórias", publicado em 2017, bem como o vídeo para o documentário.


Da barragem de Itaipu ao Sindhotéis

Carlos Alberto Tavares nasceu em Pereira Barreto, no estado de São Paulo, em 1962. Chegou a Foz do Iguaçu em janeiro de 1977, com 14 anos de idade, após seu pai decidir vir trabalhar na construção da Itaipu, como já haviam feito dois de seus cunhados. Tavares começou a atuar como vendedor e cobrador na extinta Casa d’Água.


Em 1981, passou a trabalhar na obra da Usina Hidrelétrica de Itaipu, na qual ficou cinco anos desempenhando a função de auxiliar técnico. No período de 1984/1985, exerceu o cargo de diretor de Comunicação do Floresta Clube. Ainda em 1984, formou-se em Administração de Empresas na antiga Facisa (Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Foz do Iguaçu). Foi convidado para substituir um professor na disciplina de Elaboração e Análise de Projetos.

Dois anos depois, casou-se e começou a trabalhar no Hotel Ambassador, a convite de seu sogro, gerenciando o empreendimento. Nessa época, o turismo de compras estava no auge, o que permitiu a ampliação da sede da empresa. Logo em seguida, por conta da intensificação da fiscalização pela Receita Federal, Foz do Iguaçu viveu um período muito difícil, pois o turismo não estava incentivado e o comprista não viajava mais para a cidade. Neste período muitos hotéis faliram. “Peguei o tempo bom e o tempo ruim de movimento dos compristas e de transição do comprista para o turista”, lembra.

Tavares gerenciou o Hotel Ambassador por 12 anos. Após este período, exerceu a função de juiz classista na 1ª Junta de Conciliação e Julgamento de Foz do Iguaçu. Também foi diretor e secretário de Indústria e Comércio na Prefeitura de Foz do Iguaçu.


Depois de deixar a pasta, abriu a empresa Metas Consultores Associados, que presta serviços de consultoria e capacitação, atividade à qual se dedica até hoje juntamente com sua atual esposa, Maria Erni Geich, professora universitária e consultora.

Sindhotéis

Sua atuação na área hoteleira permitiu a aproximação com o Sindhotéis, do qual foi presidente por três mandatos (1994 a 1997, 1997 a 2000 e 2000 a 2004). Tavares considera essa época uma das mais difíceis enfrentadas pela cidade, com grande impacto negativo ao turismo e à entidade.

— Foi a pior fase de transformação do comprista para turista. Em crise, várias empresas fecharam ou tiveram suas estruturas sucateadas devido à falta de dinheiro para investimentos em reformas. O Sindhotéis era o ponto de lamentação. Chegamos a fazer empréstimo para pagar salário dos funcionários. Em período de eleição pra diretoria, não aparecia ninguém pra assumir.

Mas, de acordo com o ditado: é na crise que surgem as oportunidades, a cidade começou a discutir alternativas para o fim do ciclo econômico dos compristas. Em 6 de junho de 1998, a Folha da Amizade noticiou as ações do município para tornar-se um grande centro de eventos e polo de transportes. Na matéria, Carlos Tavares citou a campanha Turismo Econômico, “voltada para atrair turistas aos pequenos hotéis da cidade, que antes eram ocupados por compristas de mercadorias paraguaias”.


Inauguração da videoteca e biblioteca do Sindhotéis

Em contrapartida, boa parte do turismo uniu-se para superar os desafios. Entre as maiores conquistas, a redução do ISSQN de 5% para 3% para hotéis e agências de turismo. A entidade também foi responsável por providenciar acomodação a todos os participantes dos Jogos Mundiais da Natureza em 1997. Tavares comenta que a cidade teve uma boa exposição na mídia, com a cobertura de quase 150 veículos de imprensa, mas depois veio a conta. Após muita batalha, o Governo do Estado liberou R$ 1,2 milhão para pagar os estabelecimentos que hospedaram os convidados e atletas.

Outra luta importante, que beneficiou toda a cidade, além da categoria, foi contra a cobrança da taxa de esgoto. Na época não havia estações de tratamento, porém a Sanepar cobrava o tratamento da população. A partir de uma ação do sindicato, em parceria com a ABIH, o Ministério Público entrou na briga, contribuindo para que a companhia estatal construísse as duas estações existentes em Foz.

— Destaco mais uma ação para buscar alternativas: o apoio à Câmara de Turismo de Foz do Iguaçu, que reunia várias entidades do segmento numa espécie de gestão integrada. Cansamos de sair do Sindhotéis 3 horas da manhã, após longas jornadas debatendo e formando soluções para o desenvolvimento socioeconômico.

Tavares exerceu por dez anos a presidência do Sindhotéis, entidade com a qual mantém uma forte ligação afetiva e em que atualmente presta serviços como diretor-executivo.

Turismo hoje

Carlão, como é conhecido, considera o cenário econômico favorável a Foz. Ele acredita no potencial da cidade e, como alternativa de desenvolvimento, sugere aumentar o número de atrativos para que o turista permaneça mais tempo. Uma das opções seria unir turismo, esporte e aventura. “O esporte chama mídia e traz famílias. Já perdemos kartódromo e parque de diversões para outras cidades.”

Em sua opinião, o turismo hoje oferece diversidade e qualidade de atrativos, bem como excelência na infraestrutura e atendimento na hotelaria e gastronomia. Contudo vê a necessidade de melhorar a integração dos três países para manter o turista aqui na região mais dias.

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