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2015: os caminhos da economia brasileira


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Economista diz que o ano será um período de ajustes do cenário econômico para o Brasil voltar a crescer

Considerando-se as previsões, o cenário econômico brasileiro em 2015 tende ser difícil e desafiador. Segundo o Doutor em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa, Luiz Alberto Cypriano, os problemas econômicos que estamos vendo são frutos de anos anteriores e que se agravaram em 2014. “No ano passado o governo gastou mais do que a máquina pública arrecadou, o que gerou uma série de incertezas do mercado econômico, ocasionando uma baixa de investimentos”, pontua Cypriano.

Para retomar a confiança dos empresários, Cypriano fala que o governo precisa utilizar políticas que gerem a estabilidade da economia. “É preciso fazer com que os indicadores econômicos, como, por exemplo, a inflação fique mais baixa do que o limite da meta, gastar menos e fazer uma política que traga de volta o interesse de investidores nacionais e, principalmente, internacionais, além do que, é necessário investir em infraestrutura”, orienta.

Sendo o governo o orientador da economia do país, é através das políticas ditas por ele que são feitas as alianças comerciais. Diante disso, Cypriano destaca que o governo precisa buscar parcerias na Europa, Ásia e Estados Unidos para que país gere riquezas.

Expectativas
Cypriano acredita que 2015 e 2016 serão os anos de ajustes da economia brasileira, para que o país retome o caminho do crescimento. “Em 2017 esse crescimento começa a ser mais consistente e persistente”, acrescenta. O maior desafio do governo para esse ano, segundo Cypriano, é a adoção de políticas de ajustes voltadas ao incentivo do crescimento do país. “Fazer com que o setor público e privado volte a investir, é necessário combater a inflação, investir em infraestrutura para atrair mais investimentos, fazer a reforma fiscal, de forma a baixar a carga tributária, mas sem que haja a queda na arrecadação, fazer a reforma política para que o país tenha mais credibilidade, haja visto que os inúmeros escândalos têm gerado muitas incertezas no mercado econômico”, enumera.

Para o economista, em 2015 o governo tem a oportunidade de corrigir os erros cometidos em 2014 e dar um novo rumo à economia, promovendo ajustes na área fiscal, não gastar mais do que arrecada, para que assim o país volte a crescer.

Para o presidente da Central Sicredi, Manfred Dasenbrock, o desafio maior deste governo e da nova equipe econômica é o de reduzir a inflação. “Isto custa caro e é amargo para todos, mas é necessário”, destaca Manfred. Segundo o diretor executivo de Produtos e Negócios do Sicredi, Edson Nassar, em 2015, a economia deverá crescer a uma taxa próxima de 0,5%, acima de 2014 (0%) e abaixo da média 2011-14 (1,6%), e o desemprego subirá gradualmente, algo que não acontecia desde 2009. “Este cenário, de maior seletividade das instituições financeiras, contribuirá para que mais pessoas busquem conhecer as vantagens e a solidez das cooperativas de crédito como alternativa para sua vida financeira e tornem-se associadas”, destaca.

Segundo Nassar muitos mercados continuarão crescendo, como serviços – de forma moderada – e o agronegócio, beneficiando as cooperativas de crédito, que atuam de acordo com as características e cadeias produtivas regionais.

Quem é Luiz Alberto Cypriano
Dr. em Economia Aplicado pela Universidade Federal de Viçosa. Professor do Programa de Mestrado em Economia da UNIOESTE. Ganhou o Prêmio Brasil de Economia, em 2005, pelo Conselho Federal de Economia-COFECON (Melhor tese de doutorado em economia no ano 2005) e o Prêmio Edson Porsch Magalhães, em 2005, pela Sociedade Brasileira de Economia Rural-SOBER.

Sobre a Sicredi Vanguarda
Com 31 anos de cooperativismo, a Sicredi Vanguarda possui em seu quadro 560 colaboradores das mais diversas áreas de atuação divididos em 38 unidades e postos de atendimento, nas 29 cidades de abrangência dos estados do Paraná e São Paulo.


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