A festa Eid al-Fitr reuniu cerca de mil pessoas na Mesquita Omar Ibn Al-Khattab para marcar o encerramento do mês sagrado de jejum e reflexão
Na manhã desta sexta-feira (20), a Mesquita Omar Ibn Al-Khattab, em Foz do Iguaçu, foi palco da grande festa Eid al-Fitr, que marca o encerramento do Ramadã. O evento reuniu cerca de mil pessoas, incluindo a comunidade árabe, convidados, autoridades e moradores locais, para um café da manhã com diversas delícias da culinária típica, logo após as orações matinais que ecoaram pela torre da mesquita.

O Eid al-Fitr, conhecido como a “Festa de Quebra do Jejum”, é uma das datas mais importantes do calendário islâmico. A celebração simboliza gratidão, renovação espiritual e o cumprimento bem-sucedido do jejum sagrado. Para os fiéis, o momento reforça valores essenciais como paciência, autocontrole, solidariedade e convivência comunitária.

A programação da data inclui orações coletivas especiais, encontros familiares, troca de presentes e o compartilhamento de pratos típicos e doces tradicionais. Uma das saudações mais comuns neste período é “Kol Aam Ua Antom Bikhair”, que significa “Que todos os anos você esteja em paz e bem”.

O presidente do Sindhotéis, Fernando Rodrigues Dias, destacou a importância dessa integração cultural e religiosa na região. “É muito bom ver essa mistura de religiosidades e fé que temos aqui na fronteira. A comunidade árabe sempre nos recebe muito bem, com uma hospitalidade ímpar que enriquece ainda mais a nossa cidade. Momentos como este mostram a força da nossa diversidade e o respeito mútuo que construímos ao longo dos anos”, afirmou.
“Você faz um curso e, no final, recebe um diploma e é agraciado com uma nova vida. Cumprimos 30 dias de jejum, mudando nosso comportamento. O que era lícito durante o dia, como comer e beber, tornou-se ilícito no Ramadã. Quando a noite chega, graças a Deus, quebramos o jejum. Por isso, temos esse momento de confraternização com a família e toda a comunidade”. Pontuou o empresário e mebro da comunidade, Kamal Osman.

O Sheik Oussama Zahed também destacou a importância espiritual da data. “Esse dia representa a conclusão da obediência e do jejum, algo presente em várias religiões, como o judaísmo e o cristianismo. Com essa conclusão, somos recomendados a expressar nossa alegria. É uma obediência ao Altíssimo. Temos duas festas principais no ano: esta, após o término do jejum, e a segunda, quando os peregrinos concluem sua jornada. Em ambas, manifestamos nossa alegria e celebramos juntos na casa de Deus”, explicou.

O Ramadã é o nono mês do calendário lunar islâmico, que se baseia nos ciclos da Lua, diferentemente do calendário solar gregoriano. O mês sagrado começa com a observação da lua nova crescente e dura 29 ou 30 dias, período em que os muçulmanos jejuam da alvorada ao pôr do sol. Como o ano lunar islâmico tem cerca de 354 dias — sendo 11 dias mais curto que o ano solar —, o Ramadã ocorre em datas diferentes a cada ano no calendário comum.
Assessoria de Comunicação Sindhotéis/IHGT Ismael Filadelphi | Jornalista MTB PR 6539







