Reunião extraordinária reuniu representantes das forças de segurança, do poder público e do turismo para discutir prioridades estratégicas, captação de recursos e a elaboração de projetos para o município
Na manhã desta quarta-feira (2), foi realizada, no IHGT – Instituto de Hotelaria, Gastronomia e Turismo de Foz do Iguaçu, a Reunião Extraordinária nº 03/2026 do Conselho de Segurança Municipal (Consem/Foz).
A abertura do encontro foi conduzida pelo presidente do Consem, o advogado Wanderley Fazzolo Machado, que apresentou a metodologia de trabalho do Conselho e destacou as principais prioridades estratégicas para o município. Entre os temas abordados estiveram a segurança na região de fronteira, a fiscalização, a busca por fontes alternativas de recursos, a criação de um plano municipal de segurança e a proteção dos setores de hotelaria e turismo.
Durante a reunião, também foi discutida a possibilidade de utilização de fontes alternativas de financiamento, como o Fundo Municipal de Segurança, que poderá contribuir para o desenvolvimento de ações, projetos e políticas públicas voltadas à prevenção e ao fortalecimento da segurança em Foz do Iguaçu.
Participaram do encontro representantes da Guarda Municipal, Polícia Militar, Polícia Civil, Assistência Municipal de Foz do Iguaçu, além de Diogo Marcel Araújo, vice-presidente do Conselho Municipal de Turismo (Comtur), e representantes de diferentes instituições ligadas à segurança e ao desenvolvimento do município.
Integração entre as forças
O presidente do Sindhotéis, Fernando Rodrigues Dias, ressaltou a importância da união entre as forças de segurança, o poder público e os representantes da sociedade civil. Para ele, o enfrentamento dos problemas de segurança exige planejamento conjunto, diálogo permanente e a definição de ações concretas.
Fernando destacou que a hotelaria e o turismo dependem diretamente de um ambiente seguro, tanto para os moradores quanto para os trabalhadores e visitantes que chegam à cidade. Segundo ele, a segurança precisa ser tratada como uma prioridade permanente, e não apenas como uma resposta a situações emergenciais.
“A integração entre as forças de segurança é fundamental para que possamos compreender melhor os problemas e encontrar soluções mais eficientes. Cada instituição enfrenta dificuldades específicas, mas, quando existe diálogo e planejamento conjunto, é possível construir respostas mais rápidas e adequadas para a realidade de Foz do Iguaçu”, afirmou.
O presidente do Sindhotéis também chamou a atenção para a necessidade de elaboração de projetos estruturados na área de segurança. De acordo com ele, muitas demandas são discutidas, mas acabam não avançando por falta de propostas formalizadas, com objetivos definidos, estimativa de custos e indicação das responsabilidades de cada órgão.
“Precisamos transformar as necessidades do município em projetos. Não basta apenas apontar que faltam equipamentos, efetivo ou estrutura. É necessário organizar essas demandas, estabelecer prioridades e encaminhar os projetos ao Governo do Estado e às demais esferas responsáveis. Somente com propostas bem construídas teremos condições de buscar recursos e garantir que as ações saiam do papel”, explicou Fernando.
Ele ainda defendeu a criação de uma agenda permanente entre as instituições, com reuniões periódicas e acompanhamento dos encaminhamentos definidos pelo Conselho. Para Fernando, a participação do setor produtivo é importante porque hotéis, restaurantes, atrativos turísticos e demais empresas convivem diariamente com as questões relacionadas à segurança.
“O setor de turismo tem muito a contribuir. Nós acompanhamos de perto a movimentação da cidade, recebemos visitantes de diferentes regiões e conhecemos as dificuldades enfrentadas nas áreas de maior circulação. Por isso, queremos participar da construção das soluções, ajudando a identificar os problemas e colaborando para que Foz tenha uma política de segurança integrada, preventiva e permanente”, acrescentou.
Fernando também reforçou a importância de ampliar as fontes de recursos para o município, destacando que o Fundo Municipal de Segurança pode ser uma ferramenta importante para viabilizar investimentos e dar continuidade às ações planejadas. “Precisamos buscar alternativas para que a segurança não dependa exclusivamente de recursos emergenciais ou de decisões tomadas fora do município. Um fundo estruturado, aliado a projetos consistentes e à união das instituições, pode garantir investimentos contínuos em prevenção, tecnologia, capacitação e melhoria das condições de trabalho dos agentes”, finalizou.
Consem como espaço de diálogo
Wanderley Fazzolo Machado afirmou que um dos principais desafios do Consem é promover a integração entre a sociedade e o poder público. Ele explicou que o Conselho funciona como um espaço de diálogo, no qual as instituições de segurança podem apresentar suas dificuldades e, ao mesmo tempo, a sociedade pode contribuir com propostas e encaminhamentos.
“O Consem é uma ferramenta social de integração. Recebemos as demandas dos operadores de segurança, compreendemos as dificuldades enfrentadas por cada instituição e buscamos identificar de que forma a sociedade pode contribuir. Em Foz do Iguaçu, temos muitos desafios, e este é o fórum que entendemos ser o mais adequado para discutir essas questões”, afirmou. Segundo o presidente, embora os gestores das instituições mudem ao longo do tempo, muitos dos problemas permanecem. Por isso, ele defendeu a necessidade de romper com um ciclo de dificuldades recorrentes e aproveitar o que cada órgão tem de melhor para construir soluções conjuntas.
“As instituições estão sempre mencionando dificuldades internas, e é justamente para isso que o Consem existe. Os problemas, muitas vezes, continuam sendo os mesmos, enquanto os gestores mudam. Precisamos quebrar essa corrente, identificar as deficiências e captar o que há de melhor em cada instituição para fortalecer a segurança do município”, concluiu Wanderley.
Assessoria de Comunicação IHGT | Sindhotéis Ismael Filadelphi | Jornalista MTB PR 6539







