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Sindhotéis reivindica ampliação do horário da gastronomia e transporte coletivo


O presidente do Sindhotéis, Neuso Rafagnin, está reivindicando ao prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro, a revisão das novas regras que permitem aos restaurantes funcionamento apenas até as 22 horas. O novo decreto municipal, que entra em vigor na quarta-feira, 15, prejudica diretamente a atividade.

O dirigente afirma que as pouco mais de três horas de funcionamento de um restaurante numa noite são inviáveis, tornando a abertura restritiva mais um pesadelo para os donos dos estabelecimentos que estão amargando graves prejuízos financeiros durante a pandemia do novo coronavírus.

Para Neuso Rafagnin, essas medidas são sem sentido, pois as empresas do setor sempre mantiveram rígidos padrões de segurança com higiene. Agora, com a Covid-19, as atividades adotaram medidas ainda mais rígidas como distanciamento de mesas, uso obrigatório de máscaras, aferição de temperatura e luvas para uso do buffet.

“A gastronomia sofre com o movimento de turistas a zero. Neste mês sofreu mais um golpe com o fechamento por 15 dias e agora esperava que a reabertura trouxesse alguma esperança, mas com esses horários determinados pela Prefeitura o setor continua sofrendo e pode levar a uma quebradeira geral”, alerta o presidente do Sindhotéis.

Ônibus – Outro problema diz respeito ao transporte coletivo, que encerra às 22 horas. Ou seja, parte das atividades comerciais funcionará até às 22 horas, mesmo horário que encerra o transporte coletivo, então como os trabalhadores voltarão para casa?

Questionado pelo Sindhotéis, o diretor-superintendente do Foztrans, Fernando Maraninchi, respondeu que essa responsabilidade será das empresas, ou seja, mais um ônus sobre o empresário que terá que providenciar transporte privado para seus funcionários retornarem pra casa.

“Está difícil ser empresário no Brasil, particularmente em Foz do Iguaçu. Decretos são emitidos sem ouvir os interessados ou até mesmo de forma desconexa. Se permitem ao comércio e restaurantes funcionar até as 22 horas como podem não prever como ficaria o transporte”, concluiu Neuso Rafagnin.